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“Fui obrigado a fugir de minha Torre, porque não conseguiria estar com toda aquela luz, porque eu a via mas não a entendi. Foi difícil, naquele dia a cidade estava bem movimentada e todos pareciam estar atentos ao que acontecia no topo da minha Torre. Escondi-me debaixo de uma rouba colorida mas por baixo, eu não largava o preto.

Não sabia para onde ir, ou que caminho usar, apenas sabia que devia andar, falar, estar e mostrar tudo que os outros fariam, _’jamais descobrirão o que se passa_’, pensei eu.

Comecei por exercer o que aprendi ao longo dos anos observando o seu _modus vivendi_, sabia bem o que fazer, mas o problema era que nem me apercebia do que estava a fazer em mim mesmo. E para minha surpresa, a *_Luz_* ainda me perseguia.

Haviam muitas casas em _Choices City_, mas nenhuma parecia ser a minha, nenhuma das coisas pareciam ser como as minhas. Como secundário, estava acostumado a recolher do que os primários não usavam, não valorizavam ou não queriam, eu os cuidava como se fossem os tesouros e amontuava de forma organizada em cada canto da casa, talvez para fugir à solidão, mas eles me faziam companhia.

Tive de retirar da cabeça as minhas coisas, porque já não poderia voltar para buscá-las, sem correr o risco de ser pego pela *_Luz_* e não consegui resistir. Então, assim como o outros *Compôs**, eu tinha as minhas várias caras de todos os dias, o meu estoque de maquilha-emoções, e as minhas roupas coloridas. Tinha o visual completo para andar pelas ruas sem que a *_Luz_* descobrisse onde estava.

Tinha uma nova vida. Como reflexo do que se era esperado de todos, mas aí, comecei a sentir as dores da desigualdade de cores, de dentro para fora.

*_Compôs_*- nome dado aos cidadãos de Choices City, por cada um ser aquele que compõe a sua vida, a sua estória.”

Mr. Kb

Author: Sadirah Pires

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