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“Sempre me inquietei do porquê de gostar de preto, sempre achei mais agradável o escuro. Hoje constatei que o preto me leva a sombra de algo que não pretendo mostrar. Quando olhei para Quasímodo entendi que assim como ele, sempre me vi melhor longe da acção principal, ter o papel secundário nunca foi um problema ainda que se trate de quem seja.

Estar na sombra não implicava estar em trevas, por aí também existe luz, mas diferente da que há no outro lado. Talvez seja falta de coragem para abrir as asas e apanhar o primeiro vôo que perdi ao longo dos anos, parece que fica mais difícil. O tempo aqui passa de outro modo, não vai de trás para frente mas de frente para trás. Posso reviver o meu passado vezes sem conta sem ter que descer da minha Torre, onde balanço nas lianas na minha memória.

Entendi que a felicidade é algo tão frágil que mais vale ser apreciada de longe do que partida por minhas mãos, então pude vê-la em alguns actos quando a acção assim precisasse. Ela é bonita de perto, contracenar com ela sempre é um prazer, ainda que por minutos, em que minha mente e meus olhos fiquem congelados, e posso clicar no replay.

Um dia, subiu à minha Torre uma *Luz*, ela era quente mas não era assustadora, vaporisou o silêncio que me rodeava com uma melodia. Em tudo que as notas tocavam se fazia luz, e eu vi que era bom. Musculei meu coração para descobrir se em meio a bombagem o sentimento ilusório do que se passava cessava.

Tapei um de meus olhos para ver se via correctamente e lembrei que já a tinha visto andando pelas ruas de _Choices City_, mas pensei que eu e ela fossemos incompatíveis, até que ela escolheu subir ao meu encontro, e eu não sei o que devo esperar dela.”

Esse foi o fim do primeiro acto de algo que ouvi se chamar *_Amor_*

Mr. Kb

Author: Sadirah Pires

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